Ozempic Effect: o impacto no mercado fitness
Por Beatriz Rossi Redação e Copywriting
Por Beatriz Rossi Redação e Copywriting
Já ouviu falar do Ozempic effect? Durante décadas, a indústria do emagrecimento se concentrou em uma promessa principal: perder peso.
A popularização de medicamentos como Ozempic e Mounjaro acelerou esse processo e alterou profundamente o comportamento do consumidor. Pessoas que antes enfrentavam dificuldades para reduzir o peso passaram a observar mudanças mais rápidas na balança e no apetite.
Mas essa transformação trouxe uma nova preocupação para o centro da conversa: a perda de massa magra durante o emagrecimento.
O Ozempic Effect mudou a forma como o mercado fala do assunto. Com a popularização dos medicamentos associados ao GLP-1, academias e marcas de suplementos passaram a direcionar produtos e serviços para preservação muscular, força e ingestão proteica, criando uma nova frente de crescimento no mercado fitness e wellness.
A partir daí, academias, estúdios, marcas de suplementos e empresas de nutrição começaram a rever suas ofertas.
O mercado já não fala apenas em emagrecer. Agora, precisa falar em emagrecer preservando músculos, força e funcionalidade.
Ozempic Effect é uma expressão utilizada para descrever os impactos culturais, comportamentais e comerciais causados pela popularização dos medicamentos associados ao GLP-1.
O fenômeno, que não se limita à indústria farmacêutica, influencia diretamente:
Medicamentos dessa categoria reduzem o apetite e aumentam a saciedade, o que pode levar a uma ingestão alimentar menor e a perdas expressivas de peso quando existe indicação e acompanhamento profissional.
A Organização Mundial da Saúde destaca que essas terapias devem fazer parte de um cuidado abrangente, associado a alimentação, atividade física e suporte contínuo.
O impacto mercadológico surge justamente no que o medicamento não entrega sozinho.
O emagrecimento provocado por terapias como semaglutida e tirzepatida ocorre principalmente pela redução de gordura, mas também pode envolver diminuição de massa magra.
A semaglutida pode reduzir mais gordura do que massa magra. Mas há estudos que indicam que a redução da massa de gordura com tirzepatida é aproximadamente três vezes maior do que a diminuição da massa magra. Ou seja, a composição corporal melhora, mas a preservação muscular continua sendo uma questão relevante. (Fonte: The New England Journal Of Medicine)
Revisões recentes indicam que uma parcela do peso perdido durante tratamentos com GLP-1 pode vir da massa livre de gordura, especialmente quando faltam estímulos musculares e suporte nutricional adequados.
Isso criou uma nova dor no mercado:
o consumidor emagrece, mas teme perder força, firmeza, desempenho e capacidade física.
Essa mudança abre uma nova avenida de produtos e serviços.
Por muito tempo, boa parte das academias construiu sua comunicação para emagrecimento em torno de cardio, gasto calórico e redução de medidas.
Essa narrativa começa a perder espaço.
O público que utiliza medicamentos para emagrecimento já encontra no tratamento um suporte para diminuir a ingestão energética e o peso corporal. A nova necessidade, como resposta ao Ozempic Effect, é criar estímulos capazes de ajudar na manutenção da força e dos músculos.
Por isso, o treino de força ganhou protagonismo, e academias e estúdios começaram a desenvolver:
A oportunidade não está em prometer que o treino impedirá qualquer redução de massa magra. Ela está em comunicar que emagrecer não deveria significar tornar-se fisicamente mais fraco.
A comunicação baseada apenas em “secar”, “queimar” e “perder” começa a parecer incompleta.
O Ozempic Effect exige uma narrativa mais sofisticada, voltada à preservação e à construção.
As academias podem substituir mensagens como:
por abordagens como:
Essa mudança não elimina o emagrecimento como benefício, mas amplia a promessa.
O consumidor continua querendo um corpo mais leve, mas começa a entender que também precisa de um corpo mais forte.
O Ozempic Effect também alterou o mercado de nutrição.
Ao sentirem menos fome, alguns consumidores têm dificuldade para manter refeições completas ou consumir quantidades adequadas de proteína.
Isso fortalece a procura por produtos que entreguem mais nutrientes em porções menores.
Entre os formatos que ganham espaço estão:
O Ozempic Effect pode criar um novo território comercial entre o emagrecimento clínico e o fitness tradicional.
Nesse espaço, diferentes negócios podem atuar de forma integrada:
Academias e estúdios
Treinos de força, avaliações, acompanhamento muscular e programas de retorno à atividade física.
Proteínas em menores volumes, produtos práticos e soluções voltadas à preservação muscular.
Acompanhamento alimentar, avaliação de ingestão proteica e construção de hábitos sustentáveis.
Monitoramento de força, composição corporal, alimentação, hidratação e adesão ao treino.
Educação sobre emagrecimento, massa magra, força e nutrição sem alarmismo.
O consumidor passa a circular por todo esse ecossistema.
A marca que compreender essa jornada pode deixar de vender um produto isolado e ocupar uma posição estratégica dentro do cuidado.
A primeira fase do Ozempic Effect foi dominada pelo impacto na balança.
A próxima será marcada pelo que acontece depois dela.
O consumidor começará a perguntar:
Essas perguntas criam oportunidades para empresas que consigam unir produtos, serviços e comunicação.
O mercado não precisa escolher entre medicamentos, nutrição e treino.
Precisa entender como essas frentes podem coexistir dentro de uma jornada mais completa.
A BOICO® ajuda marcas do universo fitness, esportivo e wellness a identificar mudanças de comportamento, construir posicionamentos relevantes e transformar tendências em oportunidades reais de negócio.
Quer fazer sua marca crescer dentro de uma estrutura que vai muito além do marketing e comunicação tradicional e generalista? Fale com a BOICO®!
Por Lorrayne Santos
Por Lorrayne Santos
Por Lorrayne Santos